sábado, 9 de abril de 2016

Com treinos quase diários, Cicarelli pedala, corre, surfa e faz yoga

Aos 36 anos, modelo, atriz e apresentadora tem preparação forte ao longo da semana, diz não ligar para dieta e participa de corrida com causa nobre.


Modelo, atriz e apresentadora, Daniella Cicarelli, de 36 anos, encontrou no esporte sua base para uma vida saudável. Nascida em Belo Horizonte, ela descobriu a corrida há 15 anos e se apaixonou de cara pela modalidade. Com o tempo, começou a deslizar nas ondas do surfe, relaxou corpo e mente com a yoga e passou a treinar para o triatlo. Virou uma multiatleta.
euatleta cicarelli chamada 620x315_2 (Foto: eu atleta)




- A corrida é a modalidade que eu mais faço, pois é democrática e a que mais emagrece. Já participei das maratonas de Nova York e Berlim e fiz treinos longos nas de Paris e Chicago. Perdi as contas de quantas provas de meia maratona eu corri nesses últimos anos - contou.
Comece a fazer um esporte porque vai virar um hábito na sua vida. Ou você acha que eu nunca saio para treinar mesmo tendo preguiça?"
Daniella Cicarelli
Empolgada com o triatlo (nataçãobicicleta ecorrida), Daniella faz ao menos uma prova deIronman por ano, desde 2010. Dessa forma, ela está sempre motivada para os treinamentos.
- Treino praticamente sete dias por semana e o meu dia de descanso cai naquele em que eu trabalho o dia todo. Seria impossível arrumar mais tempo para treinar sem ter prejuízo para o meu desempenho no trabalho. Às segundas, quartas e sextas eu corro e nado. Nas terças e quintas, pedalo e faço musculação. Aos sábados, faço transição da bike para a corrida e aos domingos um treino longo - explicou.
Para a modelo, a relação com o esporte é de gratidão, mas lamenta não conseguir encontrar tempo para fazer outras atividades físicas. Com o ritmo pesado de preparação, ela afirma que nem precisa de dieta para manter a boa forma.
euatleta cicarelli mosaico1 (Foto: eu atleta)
- Aprendi a surfar no começo deste ano. Às vezes, faço yoga. Mas não tenho mais tempo para colocar esportes na minha vida, infelizmente. Tenho um estilo saudável e conheci a maioria das pessoas do meu círculo de amizade através do esporte. Ele mantém a saúde e o corpo em ordem sempre. Treino bastante, o que me permite comer o que desejo - frisou.
No próximo domingo (3 de maio), Cicarelli vai participar da prova Wings For Life Run, em Brasília. A corrida acontece simultaneamente em 33 cidades espalhadas pelo mundo e arrecada fundos para pesquisa de soluções para lesão medular.
- Uma honra ser embaixadora de uma corrida com causa tão nobre. Se cada um varrer a sua calçada, todo mundo terá a rua limpa. É uma questão de fazer a sua parte. A sua diferença no universo, por menor que seja, gera uma energia positiva - afirmou a modelo.
Cicarelli aproveita para deixar uma mensagem de incentivo para quem ainda não saiu de sofá e deixou o sedentarismo de lado em troca de bons hábitos.
- Comece a fazer um esporte porque vai virar um hábito e uma alegria na sua vida. Ou você acha que eu nunca saio para treinar com preguiça? - encerrou a modelo.
O Instituto Wings For Life
Organização sem fins lucrativos, o Wings for Life depende de patrocínio e doações para ajudar a financiar estudos para tratamento de doenças da medula. Todas as doações arrecadadas são usadas exclusivamente para projetos de pesquisa.
O que faz dessa corrida algo tão diferente é que você não corre em direção a uma linha de chegada, seu objetivo é correr de um carro seguidor. Todos largam juntos (como em uma corrida comum) e meia hora depois da largada, o carro seguidor parte também, com uma velocidade de 15km/h e vai aumentando a velocidade progressivamente até chegar aos 35km/h. E o objetivo desse carro é ultrapassar todo mundo até sobrar apenas um corredor, que será declarado campeão (independente da quilometragem percorrida).
Mais informações: www.wingsforlifeworldrun.com

sexta-feira, 8 de abril de 2016

O melhor hambúrguer do mundo é... VEGANO!



No final de 2015, a renomada revista QG elegeu o melhor hambúrguer do ano. E adivinhe, ele é Vegano!

O produto, do restaurante Superiority Burger, é feito com nozes e servido com uma versão de queijo vegano. A hamburgueria fica em Nova York e sua receita não é divulgada.

De acordo com Nick Marino, editor-chefe da QG, o hambúrguer premiado está "milhas à frente de qualquer coisa com que seus amigos veganos já tenham invadido sua grelha de churrasco." "Ainda melhor que o fato de nenhuma vaca ter sido ferida na criação desse sanduíche é sua textura (...) Quem diria que, no ideal platônico perfeitamente proporcionado de um hambúrguer, a carne não é necessária!?"

É, nós temos certeza disso!

Para receber dicas, informações e sugestões de receitas sem carne, baixe agora o Guia Vegetariano Gratuito.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

5 Pilares de um Yogui que também serve para Você

5 Pilares de um Yogui que também serve para Você

Os 5 Pilares de um yogin que nos ajudam a reconhecer, compreender e adotar todos os elementos essenciais para um estilo devida saudável e equilibrado. A aplicação destes 5 preceitos à sua vida, irá ajudá-lo a permanecer saudável, equilibrado e feliz.
Não significa dizer que, esses são os únicos pilares de um yogin, existem outros, mas esses 5 já podem nos equilibrar para uma vida mais plena.

#1. Exercício correto

Significa praticar regularmente os asanas (posturas) e outras formas de exercício, com boa intenção e de acordo com sua idade, estado de saúde e necessidades do corpo.
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#2. Respiração correta

Envolve um trabalho de conscientização da respiração em todos os momentos e o restabelecimento da respiração natural, profunda, de uma criança, que energiza todo o seu ser.
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#3. Pensamento correto

Isto exige que você elimine da sua mente os pensamentos embaralhados para aumentar seu senso de clareza e calma, e o cultivo de uma atitude positiva. Não uma positividade estúpida de achar e fazer graça de tudo, mas uma positividade lúcida de entender que a vida conhece mais sobre a vida do que nós, então, encarar com desprendimento e bom humor os percalços da vida.
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#4. Alimentação correta

Significa ter consciência de como você nutre e abastece seu templo sagrado(seu corpo) – de preferência com alimentos frescos, saudáveis e nutritivos, com moderação – e ingerir a comida lenta e cuidadosamente nas horas apropriadas, evite alimento com ingredientes danosos a saúde.
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#5. Relaxamento correto

Isto exige equilibrar todas as atividades da sua vida com o descanso adequado para manter um senso não só de relaxamento físico mas também mental, emocional e energético, revitalizando todo o seu ser. Isso inclui o grande pilar de um yogin, que é a Meditação.
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Fonte: http://yogui.co/

quarta-feira, 6 de abril de 2016

A lei do karma e as escolhas

A lei do karma e as escolhas

O que é a Lei do Karma? Toda ação gera uma energia que volta para nós em igual intensidade. Parece simples, e na verdade é. A palavra em sânscrito significa ação, e quem estudou física básica na escola sabe que toda ação tem uma reação. Portanto a lei do Karma é nada mais do que essa lei aplicada em todos os aspectos da nossa vida.
Tudo o que falamos e pensamos se projeta naquilo que fazemos e é recebido pelas pessoas, que nos devolvem a energia do mesmo modo.
Alguns pensam que a lei do Karma só opera no futuro. “Isso que estou vivendo agora deve ser algum karma passado”. Sim, ela opera desse jeito, mas sua principal ação é no único momento que realmente existe: no presente. Quer ver? Se você fala com alguém com raiva, querendo diminuir ou ofender a pessoa, além de receber dela uma resposta igualmente negativa, esses sentimentos continuarão com você mesmo depois que a ela já tenha ido embora. Ou seja, a raiva que você projetou para o outro continua em você. Pelo contrário, quando você projeta amor, bondade e compaixão, as pessoas sentirão e te devolverão isso, mesmo que elas não estivessem se sentindo assim antes. E você estará sempre nesse estado.

Na sessão Inspiração Diária do site do Deepak Chopra encontrei o ensinamento abaixo que achei muito interessante, e por isso resolvi traduzir livremente para vocês. Esse é também um trecho do livro de bolso “As Sete Leis Espirituais do Sucesso”, que também acho muito interessante e indico.

“Eu vou pôr a lei do Karma em prática através do comprometimento com os três passos abaixo:
1- Hoje eu serei testemunha das minhas escolhas a cada momento. E pelo simples testemunho dessas escolhas, estarei trazendo-as à luz da minha consciência. Eu sei que a melhor maneira de me preparar para qualquer momento no futuro é estar plenamente consciente agora.
2 – Sempre que eu fizer uma escolha, me farei duas perguntas: “Quais são as consequências desta escolha?” e “Essa escolha trará realização e felicidade para mim e para todos os envolvidos nela?”
3 – Eu então pedirei ao meu coração que me dê um direcionamento, dizendo se está confortável ou desconfortável com essa escolha. Se ela me soa confortável, então me entregarei a ela. Se ela me parece desconfortável, vou parar e observar as consequências dos meus atos através da minha visão interior. Esse direcionamento vai me permitir fazer escolhas espontâneas e corretas para mim e todos ao meu redor.”
Você não pode controlar a moral alheia, nem a forma como as pessoas agem, muito menos o que elas estão pensando por trás da máscara que projetam. E na verdade essas coisas nem deveriam te interessar.
A sua retidão deve estar acima da ação ou da resposta que você recebe do outro, pois assim você não gera mais karma. Se a sua atitude sempre for de bondade e compaixão em relação ao outro, esse será sempre o seu estado de espírito. E mesmo que as pessoas despejem energia negativa sobre você, elas não terão nenhum efeito. Assim você escapa da lei do Karma, assim você estará livre, pois deixará de ser escravo das ações do outro e o seu coração estará sempre tranquilo.
Autor: Daniela Navaes

terça-feira, 5 de abril de 2016

ABC do Yoga

ABC do Yoga

advaita
“Não-dualismo”. O Advaita Vedanta é um sistema metafísico exposto nas escrituras antigas chamadas Upanishads e outros textos baseados nelas.

ahimsa
“Não-violência”. Um dos cinco yamas, proscrições ou preceitos de conduta do Yoga de Patañjali.

aparigraha
não possessividade, desapego. Um dos cinco yamas do Yoga Clássico.

asana
“Postura”, “assento”. Exercícios psicofisiológicos do Yoga, definidos pelo sábio Patañjali como sthirasukham, firmes e agradáveis. Este termo se presta a duas interpretações: por um lado, asana significa lugar para sentar, assento de meditação e, conseqüentemente, as posturas que o praticante assume para concentrar-se, meditar ou fazer exercícios respiratórios. Por outro, as formas “físicas” do Hatha Yoga (lê-se “âssana”).

ashram
Comunidade de praticantes de Yoga.

asteya
“Não-roubo”. Um dos cinco yamas, preceitos éticos do Yoga. Asteya significa não roubar, não cobiçar ou invejar bens ou conquistas de outrem.

atman
“Ser”. Eu, anima, alma, princípio auto organizador do ser.

avidya
“Não-saber”. Ignorância metafísica. O maior dos obstáculos à iluminação (samadhi), pois é nele que se originam todos os outros, conforme o Yoga Sutra.

bandha
Contrações de plexos, nervos, órgãos e glândulas, que funcionam como interruptores do fluxo energético no organismo. Exemplos: jalandhara (contração da garganta), uddiyana (contração do abdome) e mula (contração do assoalho pélvico). Por meio dessas contrações, o praticante força o ar vital apana vayu a ascender, e o vayu prana a descer, confluindo ambos na altura do umbigo.

bhastrika
Técnica de pranayama conhecida como “respiração do fole”.

bolster
Almofadão usado como acessório em práticas de Hatha Yoga.

brahmacharya
Continência, não desvirtuar a sexualidade. Um dos yamas.

chakra
“Roda”, “disco”. Os chakras são centros de captação, armazenamento e distribuição da força vital no corpo sutil. O organismo funciona como um receptor de prana cósmico, captando energia do ambiente por meio dos chakras. Existem milhares de pequenos chakras no corpo, marmas, mas, para efeitos da prática, importam os sete principais, ao longo da coluna vertebral e na cabeça.

Chandra
Lua.

chitta
“Consciência”. No Yoga Sutra, chitta é a o poder interno que cria as sensações de cognição e retenção.

dharma
Retidão, justiça. Dever, valor ético. Aquilo que apóia, que mantém unidas as pessoas.

guna
As qualidades que definem, por meio da sua interação, todo o mundo manifestado. São três: tamas, imobilidade, inércia; rajas, atividade, ação; e sattwa, equilíbrio, perfeição.

guru
Mestre espiritual.

Hatha Yoga
Método de Yoga que almeja o despertar da energia potencial por meio do aperfeiçoamento e da purificação do corpo físico, da manipulação da força vital e das técnicas contemplativas.

Ishvara
Deus ou Senhor.

ishvarapranidhana
Entregar-se e oferecer todas as ações a Deus, sem apegos aos frutos das nossas ações. Quinto preceito ético (niyama) do Yoga clássico.

japa
Repetição mental ou verbal de um mantra com o objetivo de atingir estados superiores de consciência.

jñana
“Conhecimento”, “sabedoria”.

kaivalya
Estado último do Yoga, liberdade.

kapalabhati
Respiração do “crânio brilhante”.

karma
“Ação”. Este vocábulo deriva da raiz kr, que significa fazer, agir, criar. Karma pode traduzir-se como ação ou dever moral, o resultado das ações, a lei de causa e efeito. A teoria do karma afirma que a ação e a reação configuram dois aspectos da mesma realidade. Ao mesmo tempo, a noção de karma não tem nada a ver com fatalismo ou determinismo (embora o efeito esteja potencialmente contido na sua causa): muito pelo contrário, é uma realidade que pode ser modificada, uma espécie de destino maleável.

kirtan
Celebração, glorificação. Cânticos devocionais dirigidos às diferentes deidades hindus.

klesha
“Dor”. Os kleshas são os aspectos dolorosos da consciência, as misérias existenciais: ignorância, egoísmo, exaltação das paixões, aversão e medo da morte.

kumbhaka pranayama
Exercício respiratório em que a ênfase está na retenção da respiração.

Kundalini
Forma em que Shakti, a energia primordial, está presente no ser humano: a energia ígnea que permanece em estado latente na base da coluna na forma de uma serpente.

maha
Grande.

mantra
Som, palavra ou frase sagrada, geralmente usado como foco em práticas meditativas.

mat
Tapetinho, esteira para praticar as posturas de Hatha Yoga.

moksha
Libertação.

mudrá
Selo. Um gesto de mão ou do corpo inteiro. Ou uma designação da parceira sexual feminina no ritual tântrico.

muni
“Silencioso”. Um asceta, representação da mais elevada espiritualidade.

nada
Som. O som interior que pode ser ouvido pela prática de Kundalini Yoga ou Nada Yoga.

nadi
“Rio”. As nadis são os 72 mil canais do corpo sutil por onde flui a força vital (prana).

nadi shodhana
Purificação dos canais sutis. Pranayama de respiração alternada.

namastê
Prestar homenagem, glorificar. É a interjeição de saudação na Índia.

nauli
“Rolamento”. Uma das seis purificações (shatkarmas), que consiste em fazer uma automassagem abdominal, isolando o músculo reto, pressionando os órgãos internos contra a espinha dorsal e elevando ao máximo o diafragma, ao mesmo tempo em que se imprime um movimento ondulante à musculatura do ventre.

neti
Outra das seis purificações, é a lavagem das fossas nasais.

niyama
“Observância”. As cinco prescrições de conduta do Yoga Clássico: purificação (shauchan), contentamento (santosha), esforço concentrado da vontade (tapas), estudo de si mesmo e das escrituras (swadhyaya) e consagração a ishvara (ishvarapranidhána).

Om
O mantra original que simboliza a Realidade suprema e é anteposto a diversos sons mântricos.

padmasana
“Postura do lótus”.

Patañjali
Codificador do Yoga Clássico (Ashtanga Yoga) e autor do Yoga Sutra.

prana
“Força vital”, “energia”; a respiração como manifestação externa dessa força vital sutil.

pranayama
“Expansão da força vital”, exercícios respiratórios.

pratyahara
Traduz-se como abstração ou retração dos sentidos, o quinto membro (anga) do caminho óctuplo de Patañjali.

props
Nome comum dos acessórios usados na prática de Hatha Yoga, como cinta e almofada.

puja
“Adoração”. A adoração ritual, um aspecto importante de muitas formas do Yoga, especialmente do Bhakti e do Tantra.

Raja Yoga
“Yoga real”. Designação medieval do Yoga Clássico de Patañjali.

sadhana
“Meio de realização”. Caminho espiritual que conduz à perfeição (siddhi); prática cotidiana de Yoga.

samadhi
“Iluminação”. Objetivo final do Yoga. Mais do que um estado, o samadhi é uma “área de conhecimento” que abrange diversos graus de hiperconsciência. É a oitava e última parte do Ashtanga Yoga. O êxtase ou união no qual o meditador se une ao objeto de meditação.

samsara
Existência condicionada. Designa a experiência do mundo como algo instável, contingente e volúvel. O objetivo do Yoga é libertar o indivíduo.

samskara
As raízes profundas dos condicionamentos humanos, de caráter kármico e inato.

sankalpa
“Construção mental”. Resolução interior, técnica de mentalização utilizada para desenvolver, unificar e direcionar a força do pensamento.

santosha
Contentamento. Um dos cinco niyamas.

sat-sanga
A prática de freqüentar a boa companhia dos sábios, santos, adeptos realizados e seus discípulos.

satya
Verdade. Um dos cinco yamas, consiste em fazer coincidir pensamentos, palavras e atos.

shakti
Poder, energia. A Realidade suprema em seu aspecto feminino.


shala
Escola ou sala de Yoga.

shanti
Paz.

siddhi
Perfeição. São poderes paranormais que advêm como resultado do samadhi.

soma
Seiva da imortalidade cuja ingestão ritual forma parte central do culto védico.

Surya
Sol.

svadhyaya
Estudo de si próprio e das escrituras. Um dos cinco niyamas.

swami
Mestre de si próprio, aquele que atingiu o grau do não-condicionamento. Título respeitoso dado aos iniciados no Yoga.

Tantra
A tradição do Tantrismo, que tem por centro o aspecto shátkico da vida espiritual.

tapas
“Calor”. Auto-superação, mérito, dever. Um dos cinco niyamas do Yoga Clássico. Consiste em transcender pela força de vontade as limitações naturais.

trataka
“Fixação”. Uma das seis ações (shatkarma), é o grupo de exercícios de fixação ocular, que servem para limpar e tonificar os músculos e nervos ópticos, assim como para descansar a vista.

ujjayi
“Respiração vitoriosa”, com um som característico produzido pela contração da glote.

Upanishad
Tipo de texto sagrado que representa a última parte da revelação hindu, de onde vem a designação Vedanta (fim do Veda).

vairagya
Desapego do fruto das ações.

vayus
Os “ares vitais” são os diferentes comprimentos de onda que assumem a força vital, de acordo com a direção predominante de sua circulação.

Vedas
“Conhecimento, ciência sagrada”. O conjunto dos conhecimentos sagrados contidos nos quatro hinários védicos que constituem a própria fonte original do hinduísmo: Rig-Veda, Yajur-Veda, Sama-Veda e Atharva-Veda.

yama
As cinco proscrições já citadas: ahimsasatyaasteyabrahmacharya aparigraha.

yantra
Desenho geométrico que representa o corpo da divindade em que se medita, usado para a meditação.

Yoga
“União”. A disciplina unitiva pela qual se busca a liberdade eterna.

Yoga Sutra
A compilação de aforismos de Patañjali que constitui a fonte do Raja Yoga, também chamado de Yoga Clássico.

yogi
Praticante de Yoga; quem vive em Yoga.

yogini
Feminino de yogi.

yuga
“Era”. Uma divisão do tempo.


Fontes:
Dicionário de Yoga, Pedro Kupf er;
Uma visão profunda do Yoga, Georg Feuerstein;
O coração do Yoga, T. K. V. Desikachar;
www.yoga.pro.br

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Meditação usando Japa Mala

Meditação usando Japa Mala

“Japa” é uma palavra em sânscrito que vem da raiz verbal “jap”, que significa “murmurar, sussurrar”.
“Japa” é a prática feita pelos yogins na repetição em tom de murmúrio de mantras, de passagens das escrituras, ou do nome de uma divindade.
A repetição destes mantras, o “Japa”, é uma “corrente”, um “cordão de energia”.
Mala é uma palavra de vários significados em sânscrito, porém neste caso, ela quer dizer, apenas, “cordão de contas”.
Temos então duas correntes, uma espiritual, “Japa” e outra material, “Mala”. Assim, as energias espirituais invocadas “Japa”, energizam o “Mala”.
Geralmente, o “mala”, utilizado para o “japa”, “murmurar”, contém 108 contas.
Um Mala pode conter contas que também formam divisões de 108, de modo que o mesmo cálculo possa ser mantido.
Chegar ao “Meru”, a conta central no mala, mostra que você fez o seu “japa” por 108 vezes. Completar o circuito de 108 mantras é um passo a mais no caminho da elevação espiritual. Cada Volta realizada no “Mala”, é um degrau na escada para a união com o éter divino.
Um “mala” estimula seu usuário a fazer os “japas” diariamente.
POR QUE USAR UM MALA ?
O Mala é utilizado para contar mantras em grupos de 108 repetições.
A palavra mantra vem do sânscrito, “man” que significa “mente” ou “pensamento” e “tra” significa “proteger” “socorrer”.  Assim, mantra quer dizer : proteger nossas mentes de maus pensamentos.
Os mantras são um meio de comunicação espiritual das religiões hindu e budista. Um mantra sagrado é normalmente entoado em sânscrito. Quem entoa mantras busca a intercessão espiritual. Uma forma de orar repetidamente, a fim de magnetizar as energias de uma determinada divindade.
O mantra essencial é a sílaba sagrada OM, que significa Ômega. Ômega é a energia feminina da Mãe Divina. Quando entoamos o OM, estamos manifestando a vontade de trazer para a matéria, a energia da palavra ou frase seguinte. Por exemplo: OM VISHNU OM, Significa que estamos dizendo que queremos a intercessão de Vishnu em nossas vidas. Vishnu é responsável pela instrução e compreensão dos mistérios da vida, dizer seu nome somado a um OM, traz sabedoria para quem o faz. OM SHIVA OM, traz o poder purificador e protetor de Shiva para quem o entoar.
Praticamente todas as religiões entoam alguma forma de oração para a comunhão espiritual com seres mais elevados.
Mantra é formado por palavras em sânscrito com poderes para elevar a consciência, promover a cura, solucionar problemas, conseguir proteção e direção espiritual, manifestar desejos e muito mais.
Entoar mantras é uma forma de meditação. Uma pessoa entoa mantras repetidas vezes, em murmúrio ou em alto tom. A mente focaliza-se no conteúdo do mantra e os pensamentos tornam-se positivos e poderosos, a respiração deve ser lenta e profunda.

USANDO UM MALA

Segurando o seu cordão de contas, o “Japa Mala”, na mão direita, deixe que ele escorregar sobre o dedo do meio (o dedo do céu, o dedo mais longo). O dedo indicador não deve tocar as contas, ficando estendido durante todo o período da entoação dos mantras, o “japa”.
Comece sempre pela conta seguinte à grande conta, o “meru”, que significa “montanha”, e não deve ser contado, nem tocado pelo dedo do polegar, o Meru é apenas o ponto inicial e final da contagem das contas.
Puxe as contas de seu Mala sempre em sua direção, uma a uma, entre seu dedo polegar e o dedo do meio, usando seu polegar para “contar” e puxar cada conta, puxando levemente, enquanto recita o mantra escolhido, e movendo para a próxima conta, até completar a série de 108 contas de seu mala, entoando seu mantra escolhido, por 108 vezes seguidas, ou mais.
Uma conta é puxada por cada repetição do mantra.
O polegar representa seu chakra da garganta e o dedo do meio representa o éter divino no chakra do coração. Assim, como estamos nos comunicando com seres elevados do plano etéreo, este mudra aumentará nosso poder de comunicação espiritual.
Mantenha a mente firme prestando a atenção em sua respiração, nas contas e em seu mantra.
Enquanto puxa uma conta, inale, entoe o mantra “OM NAMAH SHIVAYA”, enquanto exala. Um Mala foi feito para ser utilizado em harmonia e com muita calma e firmeza em suas palavras.
Uma vez que você alcance o Meru, caso queira continuar mais 108 vezes, não o ultrapasse. O Meru é a conta estática do Mala.
Vire as contas ao redor e continue na direção inversa. Isto se faz necessário por que quando puxamos as contas ganhamos um espaço entre elas, assim juntamos as contas que ficaram para trás, se formos em frente pelo caminho que começamos, encontraremos as contas muito juntas do outro lado do Meru, e o polegar não poderá fazer o “mudra da riqueza espiritual”, que  toca estes dois dedos a cada puxada.
O Japa Malas pode ajudá-lo a tirar a tensão, a ansiedade, o medo e levará você a atingir níveis mais altos de consciência e realização espiritual.
A utilização de Japa Malas aumenta a felicidade e a capacidade de meditação. As contas de Japa dão mais foco e maior determinação a quem às utiliza.
Um mala pode ser um colar ou uma pulseira. A pulseira deve ter 27 contas, que precisarão ser contadas por 4 vezes para completar 108.
Você poderá adquirir seu mala no SITE .  www.lojavivazen.com.br
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O PODER DE UM MALA
Seu Mala pode ser imantado com o poder de “Japa”de seu mantra, para isso você precisará praticar todos os dias, por pelo menos 40 dias seguidos. Após 108 dias o mala ficará carregado da energia do poder do mantra entoado/ murmurado/ meditado, e você poderá colocá-lo ligeiramente sobre si ou em outros, para transmitir a energia do mantra, armazenada na mandala de luz, formada em seu Mala.
O ideal seria utilizar um Mala para cada mantra. Quando utilizar o seu mala com um novo mantra, a energia do novo mantra começará a substituir a energia do mantra anterior, então é recomendado usar um novo mala com cada mantra, se possível, é claro.
Outra boa idéia é ter um Mala para cada raio. Cada um dos sete principais chakras carrega as energias de uma das sete principais consciências de Deus.
Quando não estiver utilizando seu mala, guarde-o em um lugar limpo e sagrado. O melhor lugar para guarda-lo é sobre um altar pessoal ou sobre uma estatueta sagrada de uma divindade.
O mala é utilizado para que uma pessoa possa pensar sobre o significado do mantra e de suas palavras enquanto entoa, sem ter a necessidade de ficar contando as vezes que entoa.
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UMA TRADIÇÃO EM VÁRIAS RELIGIÕES
Os maometanos também têm um “mala” que se chama “tasbi”, eles mantém nas mãos enquanto repetem suas orações. Rolam as contas entre os dedos enquanto repetem o nome de Allah.
Os cristãos têm seu “terço” nas mãos, enquanto fazem suas orações diárias. Conta-se que a palavra “rosário”, que tem semelhanças óbvias ao mala, veio do tradicional “Japa Mala” hindu. Quando exploradores romanos vieram na Índia e conheceram o mala, eles ouviram ” jap mala” em vez de “japa Mala”. “Jap” significa “rosa” e um mala então, foi levado ao Império romano como “rosarium”. O rosário possui 50 contas separadas de dez em dez por outra de maior tamanho, e seus extremos se unem em uma cruz. Totalizando 54 contas (a metade do rosário oriental de 108 contas).
Os Hindus, quando decidem fazer um mantra por mais de 108 vezes, colocam um grão de arroz para cada 108 vezes, dentro de uma tigela. Toda vez que chegam ao Meru, tiram um grão de arroz da tigela.
No Budismo Tibetano, é comum a utilização de malas maiores, por exemplo de 111 contas. Eles contam um mala como 100 contas e 11 extras para compensar possíveis erros cometidos pelo caminho.
No Budismo, a utilização do Mala pode ser feita com qualquer uma das mãos e os dedos também podem ser outros, dependendo da vontade de cada um. o que conta mesmo é a repetição dos mantras.
A tradição islâmica, trabalha com um rosário de 99 contas. O rosário se divide em três séries de 33 contas, cada uma delas representa um mundo. Conta-se que a conta faltante para completar a centésima, só se encontra no Paraíso.
Uma grande variedade de materiais são usados para fazer contas de mala. Na tradição budista tibetana indicam o uso de osso (animal, a maioria comumente de boi) ou às vezes humano, os ossos de Lamas falecidos, são de grande valor.